Na semana que vem, faremos uma reunião temática. Nosso assunto será o SONO DOS BEBÊS.
É uma oportunidade de conversarmos sobre um outro assunto tão desafiador quanto a amamentação, em que a troca de experiências pode nos ajudar a encontrar o nosso caminho ou pelo menos aliviar as nossas tensões, rs.
Apareça! Traga seu bebê, sua experiência, suas dicas, suas dúvidas!! E nos ajude a divulgar o evento.
QUINTA-FEIRA, DIA 05 DE NOVEMBRO
DAS 14:00 ÀS 16:00
NA RUA SÃO JOÃO, 1020, SALA 03
PIRACICABA - SP
Também é objetivo do nosso grupo divulgar e promover uma cultura de amamentação.
Mesmo que não existam dúvidas nem dificuldades, venha partcipar das nossas reuniões! Sua participação é importante para juntas tentarmos recriar uma cultura mais amiga da mãe que amamenta.
Indice
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Relato de amamentação
Publicado por Ingrid Gimarães em seu blog.
AMAMENTAR VALE A PENA
Sempre sonhei em ser mãe e poder amamentar. Fiz curso de amamentação com o pouco tempo que me restou de uma gravidez onde como todo mundo sabe trabalhei muito. Li muito e conversei com várias pessoas sobre amamentação. Quando Clara nasceu tive total apoio do pediatra e das enfermeiras da Casa de Saúde São José para amamentar. Mesmo estando informada nos primeiros dias passei pelo que milhares de mães passam: meu seio empedrou, o bico rachou e minha filha começou a perder peso. Como mãe de primeira viagem fiquei bem nervosa com a possibilidade de não poder alimentar minha filha ou ter que dar mamadeira logo na primeira semana. A responsabilidade de você ser o alimento é enorme o que se mistura com culpa materna, o medo dos primeiros dias de maternidade e a dor que a gente sente nas massagens nos seios. Fora que amamentar tem muito a ver com o emocional e a nossa ansiedade passa pro bebê.
O pior é que não adianta nada alguém te dizer : “Não fica nervosa que o leite seca”, ‘Sua filha está sentindo tudo”. São frases que só fazem aumentar o nosso nervosismo. Sempre achei as campanhas de amamentação lindas, essenciais e românticas. Mas a imagens das atrizes amamentando com uma cara de paz não condiziam com aquele momento caótico que eu estava vivendo. E dá lhe opiniões de todo mundo: “ Bota compressa quente”, “Bota compressa gelada”, “Faz massagem”, “ Vai pro chuveiro e passa um pente no peito”, e por aí vai.
Orientada pelo meu pediatra procurei uma especialista em amamentação que foi até minha casa e não só me acalmou psicologicamente como me ensinou técnicas de massagem para desempedrar o peito, tirar um pouco do leite pra que ficasse mais fácil pro bebê mamar, e quando ela não conseguia dava um pouco no copinho que é como muitas vezes os bebês pré maturos se alimentam. Assim o bebê mata a fome inicial até que o peito volte ao normal. (coisa mais bonitinha o bebê tomando leite no copinho!). Depois de alguns encontros, compressas e massagens diárias foram me acalmando. Entrando na internet descobri que muitas mães passam por isto e que com calma e informação tudo se resolve. Quando o peito empedra é normal o bico rachar porque o bebê acaba pegando mal no seu seio. Nada que uma boa pomada de lanolina (e às vezes até o bico de silicone) não ajude a resolver. Mas que dói, dói, mas o seu bico se acostuma.
No auge do desespero achei que não conseguiria e acho que deve ser fácil desistir, afinal é um momento muito frágil da nossa vida e é insuportável ver o seu filho berrando de fome. Imagino que muitas mulheres passam por isto e talvez um relato como este sirva de incentivo. Acho que devemos falar sobre isto umas com as outras porque acho que a informação e o relato pessoal desglamouriza um pouco este mundo cor de rosa da maternidade e prepara as mulheres que por um motivo ou outro venham a ter dificuldades de amamentar.
Resolvi falar sobre isto porque saiu na imprensa uma notícia dizendo que contratei uma ama de leite pra amamentar minha filha. Tenho o maior respeito (agora mais ainda) e admiração pelas amas de leite, mas insisti em amamentar no meu peito e não julgo quem desistiu ou não conseguiu. Não costumo desmentir notícias irresponsáveis de um certo tipo de imprensa, mas amamentar é coisa séria e eu sei que de certa maneira acabo sendo um exemplo pras outras mulheres.
Pretendo amamentar até quando der, vou voltar a trabalhar em dezembro e parar pra amamentar de três em 3 horas como venho fazendo. Vale a pena, e é um encontro inesquecível entre você e o bebê. Cheguei à conclusão que tudo que é realmente bom na vida é difícil, mas vale a pena.
Amamentar pra mim não foi tão fácil como eu imaginava, mas eu insisti e hoje amamento oito vezes por dia e minha filhota já ganhou o peso que perdeu!!!!!
Amo amamentar, acho que são os melhores momentos do meu dia!
Aí vai o endereço de pessoas que orientam o aleitamento materno
Para quem quiser tirar dúvidas e ter mais informações:
Amigas do Peito:
Reuniões: na primeira sexta-feira de cada mês na Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente, 134, Botafogo), às 10h; às 14h da última sexta-feira do mês no Solar Grand Jean Montigny na PUC-Rio (Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea); no terceiro sábado do mês na Biblioteca Infantil (Campo de São Bento, em Icaraí, Niterói), às 9h; e na Igreja dos Capuchinhos (Rua Haddock Lobo, 266, Tijuca) na segunda e na quarta terça-feira do mês, às 14h . www.amigasdopeito.com.br
Instituto Fernandes Figueira (IFF):
O hospital fica na Av. Rui Barbosa, 716, no Flamengo - telefone (21) 2553-6730. O Banco de Leite possui um telefone para ligações gratuitas: SOS Amamentação 0800-268877.
Hospitais Amigos da Criança no Rio de Janeiro:
Maternidade Leila Diniz (Estrada de Curicica, 2000 - Jacarepaguá - tel.: 21 2445-2264);
Hospital Maternidade Praça XV (Praça XV de Novembro, 4, fundos - Centro - tel.: 21 2507-6001);
Hospital Pedro Ernesto (Av. 28 de Setembro, 87 - Vila Isabel - tel.: 21 2587-6100);
Hospital Maternidade Nova Friburgo (Av. Antonio F. Moreira, 12 - Centro, Nova Friburgo - tel.: 22 2522-9345);
Hospital Carmela Dutra (Rua Aquidabã, 1037 - Lins de Vasconcelos - tel.: 21 2269-5446);
Hospital Central do Exército (R. Francisco Manuel, 126 – Triagem);
Associação Pró-Matre Rio (Av. Venezuela, 153 – Caju, tel.: 21 2223-1225).
Agora tenho que correr pra amamentar
Beijos com cheiro de leite
Ingrid
Sempre sonhei em ser mãe e poder amamentar. Fiz curso de amamentação com o pouco tempo que me restou de uma gravidez onde como todo mundo sabe trabalhei muito. Li muito e conversei com várias pessoas sobre amamentação. Quando Clara nasceu tive total apoio do pediatra e das enfermeiras da Casa de Saúde São José para amamentar. Mesmo estando informada nos primeiros dias passei pelo que milhares de mães passam: meu seio empedrou, o bico rachou e minha filha começou a perder peso. Como mãe de primeira viagem fiquei bem nervosa com a possibilidade de não poder alimentar minha filha ou ter que dar mamadeira logo na primeira semana. A responsabilidade de você ser o alimento é enorme o que se mistura com culpa materna, o medo dos primeiros dias de maternidade e a dor que a gente sente nas massagens nos seios. Fora que amamentar tem muito a ver com o emocional e a nossa ansiedade passa pro bebê.
O pior é que não adianta nada alguém te dizer : “Não fica nervosa que o leite seca”, ‘Sua filha está sentindo tudo”. São frases que só fazem aumentar o nosso nervosismo. Sempre achei as campanhas de amamentação lindas, essenciais e românticas. Mas a imagens das atrizes amamentando com uma cara de paz não condiziam com aquele momento caótico que eu estava vivendo. E dá lhe opiniões de todo mundo: “ Bota compressa quente”, “Bota compressa gelada”, “Faz massagem”, “ Vai pro chuveiro e passa um pente no peito”, e por aí vai.
Orientada pelo meu pediatra procurei uma especialista em amamentação que foi até minha casa e não só me acalmou psicologicamente como me ensinou técnicas de massagem para desempedrar o peito, tirar um pouco do leite pra que ficasse mais fácil pro bebê mamar, e quando ela não conseguia dava um pouco no copinho que é como muitas vezes os bebês pré maturos se alimentam. Assim o bebê mata a fome inicial até que o peito volte ao normal. (coisa mais bonitinha o bebê tomando leite no copinho!). Depois de alguns encontros, compressas e massagens diárias foram me acalmando. Entrando na internet descobri que muitas mães passam por isto e que com calma e informação tudo se resolve. Quando o peito empedra é normal o bico rachar porque o bebê acaba pegando mal no seu seio. Nada que uma boa pomada de lanolina (e às vezes até o bico de silicone) não ajude a resolver. Mas que dói, dói, mas o seu bico se acostuma.
No auge do desespero achei que não conseguiria e acho que deve ser fácil desistir, afinal é um momento muito frágil da nossa vida e é insuportável ver o seu filho berrando de fome. Imagino que muitas mulheres passam por isto e talvez um relato como este sirva de incentivo. Acho que devemos falar sobre isto umas com as outras porque acho que a informação e o relato pessoal desglamouriza um pouco este mundo cor de rosa da maternidade e prepara as mulheres que por um motivo ou outro venham a ter dificuldades de amamentar.
Resolvi falar sobre isto porque saiu na imprensa uma notícia dizendo que contratei uma ama de leite pra amamentar minha filha. Tenho o maior respeito (agora mais ainda) e admiração pelas amas de leite, mas insisti em amamentar no meu peito e não julgo quem desistiu ou não conseguiu. Não costumo desmentir notícias irresponsáveis de um certo tipo de imprensa, mas amamentar é coisa séria e eu sei que de certa maneira acabo sendo um exemplo pras outras mulheres.
Pretendo amamentar até quando der, vou voltar a trabalhar em dezembro e parar pra amamentar de três em 3 horas como venho fazendo. Vale a pena, e é um encontro inesquecível entre você e o bebê. Cheguei à conclusão que tudo que é realmente bom na vida é difícil, mas vale a pena.
Amamentar pra mim não foi tão fácil como eu imaginava, mas eu insisti e hoje amamento oito vezes por dia e minha filhota já ganhou o peso que perdeu!!!!!
Amo amamentar, acho que são os melhores momentos do meu dia!
Aí vai o endereço de pessoas que orientam o aleitamento materno
Para quem quiser tirar dúvidas e ter mais informações:
Amigas do Peito:
Reuniões: na primeira sexta-feira de cada mês na Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente, 134, Botafogo), às 10h; às 14h da última sexta-feira do mês no Solar Grand Jean Montigny na PUC-Rio (Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea); no terceiro sábado do mês na Biblioteca Infantil (Campo de São Bento, em Icaraí, Niterói), às 9h; e na Igreja dos Capuchinhos (Rua Haddock Lobo, 266, Tijuca) na segunda e na quarta terça-feira do mês, às 14h . www.amigasdopeito.com.br
Instituto Fernandes Figueira (IFF):
O hospital fica na Av. Rui Barbosa, 716, no Flamengo - telefone (21) 2553-6730. O Banco de Leite possui um telefone para ligações gratuitas: SOS Amamentação 0800-268877.
Hospitais Amigos da Criança no Rio de Janeiro:
Maternidade Leila Diniz (Estrada de Curicica, 2000 - Jacarepaguá - tel.: 21 2445-2264);
Hospital Maternidade Praça XV (Praça XV de Novembro, 4, fundos - Centro - tel.: 21 2507-6001);
Hospital Pedro Ernesto (Av. 28 de Setembro, 87 - Vila Isabel - tel.: 21 2587-6100);
Hospital Maternidade Nova Friburgo (Av. Antonio F. Moreira, 12 - Centro, Nova Friburgo - tel.: 22 2522-9345);
Hospital Carmela Dutra (Rua Aquidabã, 1037 - Lins de Vasconcelos - tel.: 21 2269-5446);
Hospital Central do Exército (R. Francisco Manuel, 126 – Triagem);
Associação Pró-Matre Rio (Av. Venezuela, 153 – Caju, tel.: 21 2223-1225).
Agora tenho que correr pra amamentar
Beijos com cheiro de leite
Ingrid
sábado, 17 de outubro de 2009
Boneca lactente chega às lojas com polêmica
Por BBC, BBC Brasil, Atualizado: 15/10/2009 5:07
Boneca lactente chega às lojas com polêmica na Espanha
"Criança com a boneca "(ao lado)
Bebê Glotón (Bebê Comilão), a nova boneca lactente espanhola que permite à criança imitar os gestos da mãe amamentando o filho, chegou às lojas da Espanha nesta semana com uma grande polêmica internacional.
O brinquedo de 50 centímetros inclui uma espécie de miniblusa que deve ser vestida pelas crianças para simular os seios e permitir o encaixe da boca do boneco, que repete os movimentos e ruídos da sucção.
As instruções seguem o exemplo real da amamentação: colocar o bebê para arrotar depois de mamar (o boneco também emite o barulho), trocar de seio se ele chorar, indicando que continua com fome, e acariciar a barriga para aliviar problemas de indigestão.
A ideia da companhia espanhola Berjuan, fabricante da boneca, foi apoiada pela Fedalma (Federação Espanhola de Associações Pró-Lactância Materna) que considera o brinquedo "uma forma de educar as meninas sobre a importância da amamentação", disse à BBC Brasil a secretária-geral da Fedalma, Eulália Torres.
"Quem sabe isso não ajuda a mudar mentalidades? Talvez os problemas diminuam cada vez que uma mulher abra um sutiã para dar o peito a seu bebê num espaço público se o ato for cada vez mais natural", disse Torres, ressaltando que 30 instituições dão aval ao projeto.
Críticas
Mas, para outras associações o boneco promove a sexualidade precoce e pode incitar o aumento dos índices de gravidez infanto-juvenil.
"Amamentar é um ato maravilhoso e sempre é preciso ampliar este conceito, mas nos parece completamente desnecessário e inapropriado permitir que uma criança imite este gesto porque pode ter conotações sexuais equivocadas", disse à BBC Brasil o presidente da Fundação Lar e Família, instituição conservadora de tradições familiares, Rafael Lozano.
O slogan da polêmica campanha publicitária do Bebê Glotón: "Não deverias esperar ter peitos para poder alimentar o teu bebê", desagradou instituições além das fronteiras espanholas.
Como o brinquedo também será vendido na Inglaterra, a polêmica chegou também na Associação Real de Parteiras do Reino Unido (Royal College of Midwives), que questionou a necessidade de oferecer um brinquedo que ensine a amamentar.
Em declaração à imprensa inglesa, a porta-voz da associação, Janet Fyle, disse que "deve haver outras maneiras alternativas de educar as nossas filhas para que vejam como normal o ato de amamentar um bebê".
A boneca
"A boneca " (ao lado)
Naturalidade
A empresa responsável pelo brinquedo já esperava a polêmica e chegou a modificar o desenho original depois das primeiras críticas recebidas, quando o projeto foi citado pelos jornais espanhóis no último mês de junho.
Na espécie de blusinha que a criança deve usar para brincar com o boneco foram colocadas flores onde antes havia reproduções de seios.
"O que queremos é que o ato de amamentar seja visto com mais naturalidade, sem escandalizar ninguém. Se as crianças copiam os hábitos dos adultos, porque não copiar um que é saudável e natural? É um brinquedo e nos parece divertido e educativo," disse à BBC Brasil o diretor de vendas da Berjuan, Cesar Bernabeu.
Segundo as previsões da companhia espanhola, que ainda está em negociações com distribuidores, o boneco poderá chegar ao mercado brasileiro até o Natal.
Na Espanha, o Bebê Glotón está sendo vendido por 39 euros (cerca de R$ 120), em versões de roupas cor-de-rosa e azul.
Os quatro primeiros exemplares já têm donas. Eles foram enviados ao Palácio Real como presentes para as netas do Rei Juan Carlos.
A Casa Real Espanhola não comentou a notícia.
BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Boneca lactente chega às lojas com polêmica na Espanha
"Criança com a boneca "(ao lado)Bebê Glotón (Bebê Comilão), a nova boneca lactente espanhola que permite à criança imitar os gestos da mãe amamentando o filho, chegou às lojas da Espanha nesta semana com uma grande polêmica internacional.
O brinquedo de 50 centímetros inclui uma espécie de miniblusa que deve ser vestida pelas crianças para simular os seios e permitir o encaixe da boca do boneco, que repete os movimentos e ruídos da sucção.
As instruções seguem o exemplo real da amamentação: colocar o bebê para arrotar depois de mamar (o boneco também emite o barulho), trocar de seio se ele chorar, indicando que continua com fome, e acariciar a barriga para aliviar problemas de indigestão.
A ideia da companhia espanhola Berjuan, fabricante da boneca, foi apoiada pela Fedalma (Federação Espanhola de Associações Pró-Lactância Materna) que considera o brinquedo "uma forma de educar as meninas sobre a importância da amamentação", disse à BBC Brasil a secretária-geral da Fedalma, Eulália Torres.
"Quem sabe isso não ajuda a mudar mentalidades? Talvez os problemas diminuam cada vez que uma mulher abra um sutiã para dar o peito a seu bebê num espaço público se o ato for cada vez mais natural", disse Torres, ressaltando que 30 instituições dão aval ao projeto.
Críticas
Mas, para outras associações o boneco promove a sexualidade precoce e pode incitar o aumento dos índices de gravidez infanto-juvenil.
"Amamentar é um ato maravilhoso e sempre é preciso ampliar este conceito, mas nos parece completamente desnecessário e inapropriado permitir que uma criança imite este gesto porque pode ter conotações sexuais equivocadas", disse à BBC Brasil o presidente da Fundação Lar e Família, instituição conservadora de tradições familiares, Rafael Lozano.
O slogan da polêmica campanha publicitária do Bebê Glotón: "Não deverias esperar ter peitos para poder alimentar o teu bebê", desagradou instituições além das fronteiras espanholas.
Como o brinquedo também será vendido na Inglaterra, a polêmica chegou também na Associação Real de Parteiras do Reino Unido (Royal College of Midwives), que questionou a necessidade de oferecer um brinquedo que ensine a amamentar.
Em declaração à imprensa inglesa, a porta-voz da associação, Janet Fyle, disse que "deve haver outras maneiras alternativas de educar as nossas filhas para que vejam como normal o ato de amamentar um bebê".
A boneca
"A boneca " (ao lado)Naturalidade
A empresa responsável pelo brinquedo já esperava a polêmica e chegou a modificar o desenho original depois das primeiras críticas recebidas, quando o projeto foi citado pelos jornais espanhóis no último mês de junho.
Na espécie de blusinha que a criança deve usar para brincar com o boneco foram colocadas flores onde antes havia reproduções de seios.
"O que queremos é que o ato de amamentar seja visto com mais naturalidade, sem escandalizar ninguém. Se as crianças copiam os hábitos dos adultos, porque não copiar um que é saudável e natural? É um brinquedo e nos parece divertido e educativo," disse à BBC Brasil o diretor de vendas da Berjuan, Cesar Bernabeu.
Segundo as previsões da companhia espanhola, que ainda está em negociações com distribuidores, o boneco poderá chegar ao mercado brasileiro até o Natal.
Na Espanha, o Bebê Glotón está sendo vendido por 39 euros (cerca de R$ 120), em versões de roupas cor-de-rosa e azul.
Os quatro primeiros exemplares já têm donas. Eles foram enviados ao Palácio Real como presentes para as netas do Rei Juan Carlos.
A Casa Real Espanhola não comentou a notícia.
BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Relato de amamentação exclusiva
Relato de amamentação de Iara, mãe de Mariela
É com grande orgulho que escrevo meu relato de 06 meses de amamentação exclusiva!!!
Foram tantas coisas que aconteceram nesse meio ano...
Foram tantas coisas que aconteceram nesse meio ano...
Bom, primeiro que quando estava grávida, achava que amamentação era uma coisa natural, tranquila, afinal, na minha casa, minha mãe amamentou seus 6 filhos e minhas irmãs os seus 4 filhos, cada uma (É casa de mulher parideira!!! !). Nem me preocupei em ler sobre isso... Lembro de ter lido um artigo na net que falava sobre a pega e só!
E já na maternidade as dificuldades começaram (fissuras, dor, encanação total com a pega) e indicação de mais uma enfermeira para dar NAN, "porque o seu leite não está "sastifazendo" !!!! Ainda bem que sempre tive determinação para amamentar minha filha.
Logo que cheguei da maternidade, desceu meu leite e meu peito ficou tão duro que a Mariela não conseguia pegar, chorava de fome e eu não sabia fazer ordenha. Foi uma madrugada muito difícil que nunca vamos esquecer!!!! Isso tudo abalou demais minha auto confiança e fiquei meio achando que eu não ia conseguir!
Então, veio a salvação, chamei a Carol, uma consultora de amamentação, que me orientou a amamentar da forma invertida, pq assim eu tinha mais controle da pega. A Mariela pegava bem, mas ia escorregando e depois de um tempinho estava só no bico. Aí veio o baby blues e dor para amamentar!! Não entendia como alguém tinha prazer em amamentar!! Coisa de louco!
Depois as coisas foram melhorando, melhora das fissuras, muita ordenha, início de mastite, até que chegou um resfriado quando a Mariela tinha dois meses. Ela ficou com o nariz super entupido e mamava pouco, assim, na consulta com o pediatra ele viu que ela estava engordando apenas 17gr e já foi receitando NAN.
Eu como mãe de primeira viagem deixei meu instinto falar mais alto e disse ao médico que não ia dar, que ia esperar mais um tempo! Saí de lá arrasada! Meu marido só segurando as pontas e sempre me dando muito apoio!
Chamamos a nossa salvação de novo, a Carol, e ela me disse que meu leite tinha diminuído, mas dava para reverter, me orientou a dar mamá a cada duas horas, deixar a Mariela mamar bastante tempo e não deixar ela dormir na hora de mamar! Foram dias que fiquei com minha filha grudada no peito direto!
E no final de uma semana, em outro pediatra, ela engordou 50gr por dia!!! Mas ela não é e nunca foi um bebezão!!! Temos que respeitar sua natureza.
Depois disso, vários altos e baixos, muito leite, pouco leite, próximo de voltar a trabalho, ansiedade, pouquíssimo leite, litros e litros de água, chá da mamãe e conseguimos. Eu, Mariela e maridão, Rafael, fomos levando!
Voltei a trabalhar quando a Mariela completou 4 meses, fiz um estoque, mas eventualmente uso o leite congelado, pois faço uma correira muito louca e consigo amamentá-la em todas as mamadas. Passo na casa da minha mãe, dou mamá, vou fazer audiência (sou advogada), volto, dou mais mamá, volto para o escritório, reunião, saio, dou máma.. é uma loucura total!!!!! Mas, ainda tiro leite, armazeno e congelo por precaução para o caso de emergência!
Mas hoje tenho muuuuuuuito orgulho da mulher e mãe que sou, pois consegui dar para a minha filha o melhor de mim e o que ela mais precisava, meu leite, que vem acompanhado de amor, carinho, ternuna, afeto, tudo de muito bom que sinto e passo para minha filha!! Não tem preço amamentar a Mariela e ver ela me olhando e sorrindo ainda com o bico na boca!!!
Continuo sendo profissional, mulher, esposa e uma mãe super poderosa, pois vi que tenho capacidade para seguir meus instintos e lutar sempre pelo melhor para minha filha!
Apesar de toda a pressão da família do meu marido para introdução de alimentos, mantive a amamentação exclusiva até agora. Foram meses que curti momentos íntimos e únicos com minha filha, em que pensava: "Esse momento eu não vou esquecer munca mais".
Uma vez li na lista da Matrice de uma materna que sempre olhava uma lata de NAN e dizia que nunca iria precisar dar. Comigo foi igual, quando voltei a trabalhar comprei uma lata e disse que nunca iria precisar dar para a Mariela! Vitória!!!
Mas tenho que dizer: meu marido, Rafael, foi fundamental para o sucesso na amamentação da Mariela, várias vezes acordando comigo só para ajudar dar mamá, me ouvindo, me dando apoio, me trazendo água, cozinhando. Olha meninas, modéstia à parte, tenho o marido perfeito!!!
Bom, era isso que queria compartilhar com vocês, desculpa pelo tamanho, mas tem coisas que não podem ser resumidas!
Beijos,
Iara
Depois as coisas foram melhorando, melhora das fissuras, muita ordenha, início de mastite, até que chegou um resfriado quando a Mariela tinha dois meses. Ela ficou com o nariz super entupido e mamava pouco, assim, na consulta com o pediatra ele viu que ela estava engordando apenas 17gr e já foi receitando NAN.
Eu como mãe de primeira viagem deixei meu instinto falar mais alto e disse ao médico que não ia dar, que ia esperar mais um tempo! Saí de lá arrasada! Meu marido só segurando as pontas e sempre me dando muito apoio!
Chamamos a nossa salvação de novo, a Carol, e ela me disse que meu leite tinha diminuído, mas dava para reverter, me orientou a dar mamá a cada duas horas, deixar a Mariela mamar bastante tempo e não deixar ela dormir na hora de mamar! Foram dias que fiquei com minha filha grudada no peito direto!
E no final de uma semana, em outro pediatra, ela engordou 50gr por dia!!! Mas ela não é e nunca foi um bebezão!!! Temos que respeitar sua natureza.
Depois disso, vários altos e baixos, muito leite, pouco leite, próximo de voltar a trabalho, ansiedade, pouquíssimo leite, litros e litros de água, chá da mamãe e conseguimos. Eu, Mariela e maridão, Rafael, fomos levando!
Voltei a trabalhar quando a Mariela completou 4 meses, fiz um estoque, mas eventualmente uso o leite congelado, pois faço uma correira muito louca e consigo amamentá-la em todas as mamadas. Passo na casa da minha mãe, dou mamá, vou fazer audiência (sou advogada), volto, dou mais mamá, volto para o escritório, reunião, saio, dou máma.. é uma loucura total!!!!! Mas, ainda tiro leite, armazeno e congelo por precaução para o caso de emergência!
Mas hoje tenho muuuuuuuito orgulho da mulher e mãe que sou, pois consegui dar para a minha filha o melhor de mim e o que ela mais precisava, meu leite, que vem acompanhado de amor, carinho, ternuna, afeto, tudo de muito bom que sinto e passo para minha filha!! Não tem preço amamentar a Mariela e ver ela me olhando e sorrindo ainda com o bico na boca!!!
Continuo sendo profissional, mulher, esposa e uma mãe super poderosa, pois vi que tenho capacidade para seguir meus instintos e lutar sempre pelo melhor para minha filha!
Apesar de toda a pressão da família do meu marido para introdução de alimentos, mantive a amamentação exclusiva até agora. Foram meses que curti momentos íntimos e únicos com minha filha, em que pensava: "Esse momento eu não vou esquecer munca mais".
Uma vez li na lista da Matrice de uma materna que sempre olhava uma lata de NAN e dizia que nunca iria precisar dar. Comigo foi igual, quando voltei a trabalhar comprei uma lata e disse que nunca iria precisar dar para a Mariela! Vitória!!!
Mas tenho que dizer: meu marido, Rafael, foi fundamental para o sucesso na amamentação da Mariela, várias vezes acordando comigo só para ajudar dar mamá, me ouvindo, me dando apoio, me trazendo água, cozinhando. Olha meninas, modéstia à parte, tenho o marido perfeito!!!
Bom, era isso que queria compartilhar com vocês, desculpa pelo tamanho, mas tem coisas que não podem ser resumidas!
Beijos,
Iara
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dia Nacional da Doação de Leite Humano
Dia 1° de outubro faz 7 anos que o Brasil comemora o Dia Nacional da Doação de Leite Humano.
O Brasil tem 195 Bancos de Leite e 72 Postos de Coleta.
"Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (Rede BLH-BR) é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maior e mais complexa do mundo. Em 2008, os bancos de leite humano foram responsáveis pela distribuição de mais 115 mil litros de leite humano, beneficiando mais de 160 mil bebês, a maior parte deles prematuros internados em unidades de terapia intensiva neonatal."
Leia materia completa aqui.
Lembrando que em Piracicaba temos o Banco de Leite do Hospital dos Fornecedores de Cana
tel 3403-2820
O Brasil tem 195 Bancos de Leite e 72 Postos de Coleta.
"Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (Rede BLH-BR) é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maior e mais complexa do mundo. Em 2008, os bancos de leite humano foram responsáveis pela distribuição de mais 115 mil litros de leite humano, beneficiando mais de 160 mil bebês, a maior parte deles prematuros internados em unidades de terapia intensiva neonatal."
Leia materia completa aqui.
Lembrando que em Piracicaba temos o Banco de Leite do Hospital dos Fornecedores de Cana
tel 3403-2820
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
"Mamaço" - Desafio Internacional de Amamentação
Participe neste sábado, dia 03/10, do Desafio Internacional de Amamentação.
No Parque da Rua do Porto proximo ao portão principal.
Começaremos as nos reunir ás 10h30 e às 11h será o "mamaço" e as fotos.
O Desafio Internacional de Amamentação ocorre todo ano, promovido pela Fundação Quintessence.
Este ano o Grupo MAMA também participará! Venha participar com a gente!
No Parque da Rua do Porto proximo ao portão principal.
Começaremos as nos reunir ás 10h30 e às 11h será o "mamaço" e as fotos.
O Desafio Internacional de Amamentação ocorre todo ano, promovido pela Fundação Quintessence.
Este ano o Grupo MAMA também participará! Venha participar com a gente!
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Relato de amamentação de Raquel, mãe de Elias e Sarah
Relato de amamentação de dois filhos com idades diferentes

Antes mesmo de engravidar, eu já sabia que poderia amamentar grávida, que não há contra-indicação a não ser que haja risco de parto prematuro. Eu já havia decidido que amamentaria durante a gestação e, depois, os dois até que o Elias desmamasse natural e espontaneamente.
Leia também o outro relato de amamentação de Raquel

Antes mesmo de engravidar, eu já sabia que poderia amamentar grávida, que não há contra-indicação a não ser que haja risco de parto prematuro. Eu já havia decidido que amamentaria durante a gestação e, depois, os dois até que o Elias desmamasse natural e espontaneamente.
Quando eu engravidei da Sarah, o Elias tinha 2 anos e 3 meses e mamava umas 5 vezes, três durante o dia e duas a noite.
No primeiro trimestre da gestação, ele mamou muito mais do que o normal, não sei bem quanto, mas mamou mais. Não só mamou mais, como também pedia mais minha atenção, mais mamãe, mais colo, etc.
No segundo trimestre, voltou ao normal, nem parecia que eu estava grávida. Voltou a mamar como antes de eu engravidar. Na verdade, até cortou uma mamada, passou a pedir para dormir na caminha dele, cerca de metade das noites (praticamos cama compartilhada) e foi um momento oportuno para um desmame noturno.
Eu nunca me incomodei de acordar à noite, por isso sempre vinha adiando o desmame noturno, mas com a gestação tive medo de ter que lidar com dois acordando à noite para mamar, então planejei um desmame noturno bem suave, o que foi feito em poucos meses.
No terceiro trimestre da gestação, ele voltou a me solicitar mais, mais mamãe, mais colo e mamar mais novamente. Algumas noites ele voltou a acordar e pedir mama.
Amamentar durante a gravidez foi relativamente tranqüilo. O mamilo ficou mais sensível em parte da gestação e no inverno eu tinha dor depois dele mamar, o que descobri que era causado pelo frio, então bastou passar a aquecer os seios depois da mamada para resolver o incômodo.
Dizem que amamentar adianta o parto, mas eu cheguei com 40 semanas sem problema nenhum. Conforme chegava o final da gravidez, eu imaginei que em alguma mamada entraria em trabalho de parto, mas não foi assim que aconteceu.
Eu já estava em trabalho de parto, bem fraquinho e suave, quando o Elias pediu para mamar. Ele queria dormir depois do almoço, então mamou uma meia hora e fez o trabalho de parto se intensificar.
A Sarah nasceu. Nasceu e mamou.
Pareceu uma boquinha tão suave, tão pequena, muito diferente do que eu estava acostumada fazia quase 3 anos... Eu achei que o Elias fosse querer mamar ao vê-la mamar, mas não, ele não pediu. Só depois que todos foram embora e ficamos só nos em casa é que ele mamou, mamou e dormiu, desmaiou, estava cansado e empolgado com o nascimento da irmã.
Enquanto era só o colostro, eu dava o peito primeiro para ela, e ele sempre mamava o peito que ela tinha mamado por último.
Depois desceu o leite, abundantemente e o esquema mudou. Ele mamava primeiro, mamava o excesso e ela mamava depois, mais tranqüila, sem esguichar leite. Ela nunca gostou de peito muito cheio. Eu dava o mesmo seio para ela até que ele mamasse novamente e tirasse o excesso do outro seio, daí passava a dar para ela este seio até a próxima mamada dele.
Se ele não queria tirar o excesso eu mesma tirava, ordenhando para o Banco de Leite, desde quando ela estava com 3 dias. As mamadas dele estavam mais irregulares, tinha dias que eu não ordenhava, tinha dias que ordenhava 3 vezes.
O Elias mamou muito depois que a Sarah nasceu, acho que nos primeiros dias chegou a mamar umas 9 vezes, até de madrugada voltou a mamar. Nas primeiras noites ela dormiu bem e ele mamou até mais vezes que ela.
Na segunda semana já mamou umas 5 vezes. Na terceira só três e tive que mudar o esquema novamente já que ela mamava com mais freqüência e não dava para deixar um seio tanto tempo sem mamar. Passei a dar um seio para ela e o outro para ele e para as ordenhas, este esquema deu bem certo por bastante tempo, com umas poucas adaptações.
Nas primeiras noites ele mamou bastante e seguiu mamando à noite, uma ou duas vezes por mais uns 3 meses. Deixei ele parar novamente por si só, já que não me incomodava.
Depois de um resfriado ele quis mamar a noite inteira, mas nada que uma conversa depois durante o dia não resolvesse. Na verdade, descobri que qualquer problema noturno deve ser conversado depois no dia seguinte para ser resolvido, como aconteceu em uma das primeiras noites que ele teve que esperar a Sarah mama e abriu o berreiro...
Aos poucos ele foi voltando a mamar o que ele mamava antes dela nascer. Acho que com uns 3 meses ele já mamava igual ao que era antes da gravidez. Lógico que tem dias em que de repente mama mais, mas isto sempre foi assim antes também.
A vantagem de se amamentar uma criança é que ela já entende muita coisa e sempre você pode conversar e explicar as coisas, mesmo as relacionadas ao mama. Fiz isto algumas vezes com o Elias, como nas acordadas noturnas dele e também sobre mamar em qualquer lugar, já que para ela dá para dar mama de pé na fila do banco, já para ele não dá...
Eu amamentei os dois ao mesmo tempo muitas vezes e vi que tem horas que não há coisa melhor para o ciúmes do que ter dois seios!
O Elias está no caminho do desmame, aos poucos vai perdendo interesse e mamando menos. Quanto tempo mais este processo vai demorar, só o tempo dirá.
A Sarah faz 9 meses hoje, está começando a comer, ainda mama muito e tem um longo caminho pela frente.
Raquel, mãe de Elias de 3 anos e 8 meses e de Sarah de 9 meses
e empreendedora de Ninho da Coruja
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