Mostrando postagens com marcador noticias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador noticias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Amamentação pode melhorar a inteligência de crianças

Amamentação pode melhorar a inteligência de crianças, sugere estudo
Bebês que mamaram por mais de 6 meses tiveram resultados melhores em testes aos 10 anos
20 de dezembro de 2010 | 12h 12

Crianças de dez anos que haviam sido amamentadas por ao menos seis meses tiveram resultados melhores em testes-padrão de leitura, matemática e grafia, em comparação com crianças amamentadas por períodos mais curtos.

A conclusão é de um estudo australiano feito com mais de mil crianças e relatado nesta segunda-feira pelo site especializado MedPage Today.

Os efeitos benéficos da amamentação apareceram de forma mais relevante em meninos, possivelmente porque o leite compensa hormônios femininos que ajudam a proteger o cérebro de meninas.

Outra possibilidade é que a amamentação tem um efeito positivo nas relações entre mãe e filho, facilitando a interação e, de forma indireta, o desenvolvimento cognitivo, segundo o MedPage Today. Como os meninos dependiam mais da atenção materna do que as meninas, os efeitos positivos dessa interação se fariam mais presente neles.

'Provas crescentes'

O estudo, publicado na revista Pediatrics, foi coordenado por Wendy Oddy, do Instituto de Pesquisa de Saúde Infantil da Universidade do Oeste da Austrália.

"Nosso estudo adiciona provas crescentes de que a amamentação por ao menos seis meses tem efeitos benéficos para o melhor desenvolvimento da criança", escreveram Oddy e seus colegas.

A relação entre amamentação e desenvolvimento cognitivo é atribuída aos nutrientes presentes no leite materno - principalmente ácidos graxos poli-insaturados -, que ajudam no crescimento de membranas celulares do cérebro e de neurônios.

O estudo levou em consideração os outros fatores que também influenciam o desenvolvimento cognitivo infantil e disse ter tentado controlá-los entre as crianças estudadas. Com isso, foi possível observar também que índices menores de educação materna e renda prejudicavam o desempenho das crianças.

Em contrapartida, as que liam mais durante a idade de três a cinco anos tiveram melhores resultados nos testes de leitura e escrita. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

sábado, 17 de outubro de 2009

Boneca lactente chega às lojas com polêmica

Por BBC, BBC Brasil, Atualizado: 15/10/2009 5:07
Boneca lactente chega às lojas com polêmica na Espanha

"Criança com a boneca "(ao lado)

Bebê Glotón (Bebê Comilão), a nova boneca lactente espanhola que permite à criança imitar os gestos da mãe amamentando o filho, chegou às lojas da Espanha nesta semana com uma grande polêmica internacional.

O brinquedo de 50 centímetros inclui uma espécie de miniblusa que deve ser vestida pelas crianças para simular os seios e permitir o encaixe da boca do boneco, que repete os movimentos e ruídos da sucção.

As instruções seguem o exemplo real da amamentação: colocar o bebê para arrotar depois de mamar (o boneco também emite o barulho), trocar de seio se ele chorar, indicando que continua com fome, e acariciar a barriga para aliviar problemas de indigestão.

A ideia da companhia espanhola Berjuan, fabricante da boneca, foi apoiada pela Fedalma (Federação Espanhola de Associações Pró-Lactância Materna) que considera o brinquedo "uma forma de educar as meninas sobre a importância da amamentação", disse à BBC Brasil a secretária-geral da Fedalma, Eulália Torres.

"Quem sabe isso não ajuda a mudar mentalidades? Talvez os problemas diminuam cada vez que uma mulher abra um sutiã para dar o peito a seu bebê num espaço público se o ato for cada vez mais natural", disse Torres, ressaltando que 30 instituições dão aval ao projeto.

Críticas

Mas, para outras associações o boneco promove a sexualidade precoce e pode incitar o aumento dos índices de gravidez infanto-juvenil.

"Amamentar é um ato maravilhoso e sempre é preciso ampliar este conceito, mas nos parece completamente desnecessário e inapropriado permitir que uma criança imite este gesto porque pode ter conotações sexuais equivocadas", disse à BBC Brasil o presidente da Fundação Lar e Família, instituição conservadora de tradições familiares, Rafael Lozano.

O slogan da polêmica campanha publicitária do Bebê Glotón: "Não deverias esperar ter peitos para poder alimentar o teu bebê", desagradou instituições além das fronteiras espanholas.

Como o brinquedo também será vendido na Inglaterra, a polêmica chegou também na Associação Real de Parteiras do Reino Unido (Royal College of Midwives), que questionou a necessidade de oferecer um brinquedo que ensine a amamentar.

Em declaração à imprensa inglesa, a porta-voz da associação, Janet Fyle, disse que "deve haver outras maneiras alternativas de educar as nossas filhas para que vejam como normal o ato de amamentar um bebê".

A boneca

"A boneca " (ao lado)

Naturalidade

A empresa responsável pelo brinquedo já esperava a polêmica e chegou a modificar o desenho original depois das primeiras críticas recebidas, quando o projeto foi citado pelos jornais espanhóis no último mês de junho.

Na espécie de blusinha que a criança deve usar para brincar com o boneco foram colocadas flores onde antes havia reproduções de seios.

"O que queremos é que o ato de amamentar seja visto com mais naturalidade, sem escandalizar ninguém. Se as crianças copiam os hábitos dos adultos, porque não copiar um que é saudável e natural? É um brinquedo e nos parece divertido e educativo," disse à BBC Brasil o diretor de vendas da Berjuan, Cesar Bernabeu.

Segundo as previsões da companhia espanhola, que ainda está em negociações com distribuidores, o boneco poderá chegar ao mercado brasileiro até o Natal.

Na Espanha, o Bebê Glotón está sendo vendido por 39 euros (cerca de R$ 120), em versões de roupas cor-de-rosa e azul.

Os quatro primeiros exemplares já têm donas. Eles foram enviados ao Palácio Real como presentes para as netas do Rei Juan Carlos.

A Casa Real Espanhola não comentou a notícia.

BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dia Nacional da Doação de Leite Humano

Dia 1° de outubro faz 7 anos que o Brasil comemora o Dia Nacional da Doação de Leite Humano.
O Brasil tem 195 Bancos de Leite e 72 Postos de Coleta.

"Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (Rede BLH-BR) é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maior e mais complexa do mundo. Em 2008, os bancos de leite humano foram responsáveis pela distribuição de mais 115 mil litros de leite humano, beneficiando mais de 160 mil bebês, a maior parte deles prematuros internados em unidades de terapia intensiva neonatal."

Leia materia completa
aqui.

Lembrando que em Piracicaba temos o Banco de Leite do Hospital dos Fornecedores de Cana
tel 3403-2820

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Reportagem na Tribuna de Piracicaba

Aparecemos na Tribuna de Piracicaba!

Grupo Mama organiza palestra sobre amamentação
em 07/08/2009

Grupo Mama começou a ser organizado por Juliana Chiarinelli Barreira e Raquel Hönig, assim que elas tiveram seus primeiros filhos, há três anos

Para comemorar a semana internacional da amamentação, que aconteceu do dia
1 a 7 de agosto, o Grupo Mama convidou a enfermeira Dayse Ruiz de Araujo, do Banco do Leite Humano, do Hospital Fornecedores de Cana (HFC), para falar sobre o assunto no dia 13, às 14 horas. A palestra será na rua São João, 1020, sala 3, centro, aberta a todas as interessadas.

O
Grupo Mama começou a ser organizado por Juliana Chiarinelli Barreira e Raquel Hönig, assim que elas tiveram seus primeiros filhos, há três anos. “Percebemos o quanto o apoio, a troca de experiências e informações eram importantes para incentivar a amamentação, tirar dúvidas e reduzir a insegurança das mães durante esse período de extrema importância para a saúde do bebê”, contou Juliana.

Baseado na iniciativa do
grupo Matrice, de São Paulo, Juliana e Raquel levaram a sério a iniciativa e estabeleceram parceria com o Banco de Leite Humano do HFC. “Percebemos que esse trabalho era necessário, inclusive para tratar de outras questões, como falta de espaços públicos para facilitar a amamentação, a licença maternidade de seis meses e o incentivo para que a amamentação continue após um ano. São temas que precisam estar sempre presentes para que a sociedade incorpore a amamentação materna com sendo algo vital”.

Na opinião de Juliana, muitas mães já têm definido que não vão amamentar, mas há aquelas que gostariam, mas não encontram apoio. “É nesse momento que entra o
Grupo Mama”, observa. Às mães interessadas, existe também o bloghttp://grupomama.blogspot.com, ou ainda http://matrice.wordpress.com/, com quem o Grupo Mama costuma manter intercâmbio para fortalecer o trabalho de divulgação.

OMS
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o leite materno deve ser a alimentação exclusiva do bebê até os seis meses de idade. Também é recomendável oferecê-lo, após essa idade e até os dois anos, associado a outros alimentos, porque a amamentação nutre, protege o bebê de doenças e colabora para o seu desenvolvimento.
No entanto, devido ao estilo de vida moderno, muitas mães, por questões de trabalho, não têm tempo para essa dedicação ao filho. Na segunda-feira,
3, a Secretaria Municipal de Saúde lançou uma cartilha sobre amamentação que será entregue aos médicos do sistema público de saúde e ONGs que tratam de mães na fase da amamentação. Dentre os ensinamentos, a cartilha explica como as mães podem atender a necessidade do filho de leite materno, sem que com isso comprometa suas atividades profissionais.

Segundo dados do Ministério da Saúde, os bebês brasileiros são alimentados exclusivamente com o leite de suas mães em média até os dois meses de vida. Os dados foram revelados por uma pesquisa com cerca de 5.000 crianças realizada em 2006. Dez anos antes, segundo os registros oficiais, os bebês alimentavam-se exclusivamente do leite materno só durante o primeiro mês. O tempo, apesar de ter dobrado, é baixo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Mais de 80 mamães

Maternidade e solidariedade Festa de três anos do Banco de Leite do HFC reuniu quase 200 pessoas na tarde de ontem
PRISCILLA PEREZ

Especial para a Gazeta

A tarde de ontem não poderia ter sido mais especial. Mais de 80 mamães que contribuíram ou ainda colaboram com os três anos do Banco de Leite Humano (BLH), do Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba (HFC), junto com seus bebês, maridos e acompanhantes, curtiram momentos de muita emoção e agradecimento na festa que reuniu gerações de doadoras de leite materno, na Estação da Paulista. Uma exposição com 18 painéis registrou as homenagens e agradecimentos. “A presença de todas estas mamães me fez ter a certeza do quanto o trabalho do banco é valorizado. Estou muito feliz com a resposta do público”, disse Dayse Ruiz de Araújo, coordenadora do BLH.

Para a ex-doadora de leite materno e funcionária do HFC, Luciana Silva, o maior benefício de quem se dispõe a doar é ajudar o próximo. “Nós não sabemos qual bebê irá receber o gesto de carinho e amor, mas ficamos felizes simplesmente por ajudar o próximo”, afirmou. Raquel Homig, doadora de leite, que integra o o Grupo Mama, uma ONG que apoia e troca experiências com mães em fase de amamentação, diz que sempre quis doar leite, mas que em sua primeira gravidez - há quase quatro anos - o banco ainda não existia. “Esse trabalho é maravilhoso, serei doadora novamente se tiver outros filhos”, afirmou. Já para a mamãe Andria Crepaldi, o banco de leite foi a salvação de sua filha Ana Julia de um ano. “Tive gêmeas e elas nasceram com apenas 27 semanas. Uma morreu após uma semana e a outra contou com a solidariedade de outras mães para sobreviver, já que eu não tinha leite. Na minha próxima gestação doar leite será um compromisso”.

Leia aqui a reportagem que saio também na gazeta de Piracicaba sobre o nosso grupo.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Seios após amamentação

 Dra. Luciana Pepino
Em homenagem à Semana Mundial de Aleitamento Materno e a proposta de blogagem coletiva sobre o assunto escrevi esse post para acabar com um dos maiores mitos relacionados com a beleza.

Futuras mamães vaidosas que querem amamentar podem relaxar: ao contrário do que muita gente imagina, amamentar não causa, nem aumenta, a flacidez nos seios.

Um estudo divulgado em novembro do ano passado concluiu que amamentar não tem efeito sobre a flacidez ou diminuição dos seios. O estudo foi elaborado pelo cirurgião plástico da Universidade do Kentucky, Dr. Brain Rinker. Ele ficou intrigado para ver se tinha sentido o pedido da maioria das mulheres que o procurava para realizar implantes no seio: que ele consertasse os estragos causados pela amamentação. O Dr. Rinker concluiu que não é o fato de amamentar e sim o de engravidar, engordar, fumar e envelhecer que causam os estragos que ele procura consertar.


Amamentar só faz bem para a saúde e beleza da mamãe e do bebê!
Então porque boa parte das mulheres discorda da ciência e bate o pé de que amamentar derruba sim os seios?

O que ocorre é que as mamas aumentam muito de volume durante a gravidez, já que as glândulas que irão produzir o leite se desenvolvem (independente da vontade da mulher de amamentar ou não). Então a pele tem que esticar para comportar esse aumento, ela pode ficar flácida quando voltar ao normal. Dessa maneira a gravidez tem sim um papel na flacidez dos seios, mas o tempo de amamentação não. Amamentar por 2 anos (como recomenda a Sociedade Brasileira de Pediatria) não vai deixar a mulher com os seios mais flácidos do que aquela que amamenta por um mês.

O que estica muito e depois volta ao normal gera flacidez, como ocorre com a barriga na gravidez ocorre nos seios, o processo é parecido. Não amamentamos pela barriga e mesmo assim elas ficam flácidas e cada vez mais, após cada gravidez. Aliás o estudo concluiu que o número de gestações tem sim efeito na flacidez dos seios.

Tem mulheres que relatam por exemplo que amamentavam mais em um seio do que no outro e esse “caiu mais”. Porque isso acontece então? Porque no seio que produziu mais leite foi melhor preparado pelo corpo para a amamentação, suas glândulas mamárias se desenvolveram mais e é por isso, e não porque o bebê sugou mais ali, que esse seio tende a cair mais do que o vizinho. O importante é isso, essa preparação para a amamentação que ocorre durante a gravidez, e que é fisiológica e incontrolável, que altera os seios e não a amamentação em si.

Outros fatores que comprovadamente influem na flacidez dos seios são idade, genética, tamanho das mamas, fumo e falta de exercício físico.

Além de não derrubar os seios amamentar tem um fator positivo na beleza da mulher: ajuda a recuperar o peso conquistado durante a gestação. O estudo abaixo sobre benefícios da amamentação para a saúde da mulher esclarece que amamentar exclusivamente o bebê nos primeiros 6 meses de vida faz com que a mulher perca uma média de 500g por semana. O estudo mostra ainda que além de ajudar na recuperação do peso, a mulher que amamenta tem menos risco de desenvolver câncer de mama e de ovário mais tarde e menor risco de sofrer fraturas no quadril por osteoporose quando chegar na menopausa.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Leite bovino ou leite materno ?

Por Rui Martins - de Berna

Foi quase por acaso que descobri a notícia e aproveito para louvar o trabalho dos colegas da Agência Câmara e igualmente o governo responsável pela criação desse serviço, que permite-nos acompanhar o trâmite de projetos de leis ou emendas na Câmara. Existe um serviço similar de informação no Senado.

Acompanhei há alguns anos a luta que se travava, em Genebra, na Assembléia Mundial da Saúde, para se evitar que grandes multinacionais desistimulassem o uso do leite materno em favor do leite maternizado. O Brasil tinha ação de linha de frente e se contrapunha aos grupos que controlam o mercado do leite em pó para crianças principalmente em países menos desenvolvidos e conseguem convencer as mães, de maneira indireta, como proteção do busto feminino, comodidade e daí para frente, a usarem a mamadeira tão logo nasça o bebê. Em muitas maternidades, a mamãe recebe como presente todo um kit ou equipamento para amamentar seu bebê dessa maneira.

Em países desenvolvidos, os europeus e na Suíça por exemplo, essa ação de marketing ou de marqueteiros que chegam a agir em colaboração com maternidades é proibida. A Organização Mundial da Saúde nessa assembléia citada confirmou orientações já dadas pela Unicef em favor do aleitamento materno e recomendou aos países participantes a adoção de leis proibindo a amamentação por substitutivos maternizados, pelo menos até os seis meses do bebê.

Além de ser uma constatação científica que o leite materno protege o bebê de uma série de infecções e mesmo de doenças no futuro, esse incentivo ao aleitamento materno tem repercussões na própria economia do país, já que bebês mais sadios e menos propensos a doenças significam menos despesas com a saúde pública. Fala-se também que dar o seio ao bebê evita o câncer da mama, enquanto bebês alimentados com leite não materno têm propensão para a obesidade.

O ponto de vista brasileiro foi vencedor com o apoio de outros países e saiu derrotado o poderoso lobby dos produtores de leite maternizado, muito forte nos países asiáticos e africanos (onde já houve denúncias contra essas multinacionais, já que muitas mães preparavam as mamadeiras com água contaminada ou não fervida em lugar de amamentarem seus bebês com seus seios fartos) e dentro do Brasil.

No encontro que se seguiu, ainda na OMS, sobre a maneira ética de se aplicar a orientação dessa organização que zela pela saúde mundial e ligada à ONU, definiram-se modalidades de rótulos a serem colados nas embalagens dos produtos à venda, mas destinados a casos especiais de aleitamento e não recomendados aos bebês normais.

O Brasil tranformou, então, em lei um texto a ser impresso na parte frontal dos rótulos dos produtos destinados às crianças até três anos com os seguintes dizeres: O Ministério da Saúde adverte: Este produto não deve ser usado para alimentar crianças menores de um ano de idade. O aleitamento materno evita infecções e alergias e é recomendado até os dois anos de idade ou mais."

Foi a lei 11.265/06 que, em maio do ano seguinte, atenuou a advertência, em certos produtos, substituindo a referência ao Ministério da Saúde pela expressão: Aviso importante. Era de se esperar que o assunto estivesse terminado, por transformar em lei uma constatação científica capaz de beneficiar milhões de bebês brasileiros.

Ora, embora nos países como a Suíça, sede de uma conhecida e importante multinacional fabricante de leite em pó maternizado, nem se possa sonhar em reverter uma lei favorável ao aleitamento materno, isso ainda é possível no Brasil, onde os interesses comerciais se sobrepõem aos de saúde.

E, ainda no mesmo anos de 2006, surgiu uma proposta de substitutivo amenizando a advertência do rótulo, para que o uso da mamadeira pudesse ser mantido e assim garantir o escoamento da produção leiteira de origem bovina e sua transformação no leite em pó para amamentar bebês, que se pode comprar até em supermercados.

Excelente a posição da deputada Rita Camata que, em novembro do ano passado, num importante parecer da Comissão de Seguridade Social e Família rejeitou o substitutivo, mesmo porque nele está previsto se tirar a advertência e colocá-la com um texto bem mais ameno, num dos lados da embalagem, onde já não é tão visível.

Porém o lobby não descansou e agora um outro parecer, do deputado Colbert Martins (PMDB- Bahia) ( que não é meu parente), da Comissão de Justiça e Cidadania, aprovou o substitutivo que praticamente encobre a preocupação da OMS com a saúde das crianças. Comparem o texto amenizado passará a ser o seguinte, se os deputados aceitarem as manobras do lobby contra o aleitamento materno: "Aviso importante: O aleitamento materno é insubstituível, evita infecções e alergias e é recomendado até os 2 (dois) anos de idade ou mais. O texto, transferido para a lateral da embalagem e provavelmente em letras minúsculas, perde sua objetividade e torna o aleitamento uma simples recomendação. É assim que certos parlamentares constróem o futuro do nosso país.
http://www.correiod obrasil.com. br/noticia. asp?c=151531

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Pediatras - vilões do desmame precoce

Pediatras querem deixar de ser os vilões do desmame precoce
Por Fernanda Ravagnani
SÃO PAULO (Reuters)

Os médicos, e não as mães, são os maiores responsáveis pela interrupção precoce da amamentação exclusiva no Brasil. O diagnóstico é deles, e a vontade de mudar essa realidade explica a lotação do colóquio "Dúvidas do pediatra sobre amamentação", durante o Congresso Brasileiro de Pediatria, que se encerra neste sábado em São Paulo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os bebês sejam alimentados somente com leite materno durante os 6 primeiros meses de vida, e que a amamentação seja mantida como complemento até os 2 anos de idade. Mas dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil a amamentação exclusiva dura em média apenas 23,4 dias. Em São Paulo, a média é de apenas 9,2 dias.

Segundo Hugo Issler, pediatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, os médicos são os maiores responsáveis pela introdução de fórmulas (leite em pó) para complementar a amamentação. "Nunca encontrei, em 20 anos de trabalho, um caso em que precisasse complementar (o leite materno)", disse ele durante o evento.

A coisa parece simples, mas na verdade é tão complicada que, em meio a campanhas do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria na Semana da Amamentação, a sala cheia de profissionais bem-intencionados foi inundada por dúvidas que refletiam as das pacientes. Como fazer o bebê dormir à noite? E se o peito fica muito cheio? E o bebê que não chora? E se o bebê não ganha peso alimentado apenas ao seio materno? E se não aceita o leite ordenhado? Pode dar água? E chá?

A primeira das conclusões que resultaram desse caldo de dúvidas se resume numa frase: "É normal." Os pediatras ressaltaram que é preciso mostrar segurança e tranquilidade para garantir às mães que é normal que os bebês chorem e acordem à noite, que é normal que o seio pareça "murcho" às vezes, durante as crises transitórias de lactação, e que uma perda de peso ocasional do bebê não é motivo de desespero.

A recomendação é que, diante de um bebê que não ganha peso ao ser amamentado, o pediatra esgote todas as possibilidades: faça exames tanto na mãe como no bebê para investigar se há infecções, disfunções hormonais ou até síndromes genéticas e metabólicas.

Além disso, ações importantes como o contato do pediatra com a mãe antes do nascimento da criança para orientá-la sobre o assunto e o apoio de grupos de mães também evitam que a amamentação seja interrompida sem necessidade.

Os pediatras precisam mais que tudo ouvir a mãe para entender o que está atrapalhando a amamentação, antes de sair receitando leite em pó, explicou Keiko Miyasaki Teruya, co-diretora do Centro de Lactação de Santos. Fatores como o estresse ou até a depressão pós-parto são difíceis de detectar e podem atrapalhar a produção de leite.

Outras sugestões foram monitorar o peso do bebê com intervalos de pelo menos uma semana, para evitar distorções, e acompanhar a criança em consultas quinzenais, e não mensais, como é praxe, nos três primeiros meses de vida.

Teruya atribuiu os problemas também ao número insuficiente de horas dedicadas ao estudo da amamentação no currículo de formação dos pediatras brasileiros.

DIREITO, NÃO OBRIGAÇÃO
Mas o incentivo à amamentação exclusiva passa longe do patrulhamento e do "terrorismo". "Não adianta forçar a mãe que não quer amamentar a fazê-lo, porque a criança não ganha peso mesmo assim", disse Teruya.

"Não podemos fazer propaganda ameaçadora à mãe", recomendou Issler. De nada adianta aumentar a pressão sobre ela mostrando pesquisas que provam que bebês amamentados exclusivamente são mais inteligentes, por exemplo.

O consenso foi que a amamentação é um direito, e não uma obrigação. Mas os benefícios mais do que comprovados do leite materno valem todo o sacrifício para esclarecer e incentivar as mães a amamentar.

E, para não deixar ninguém curioso, as respostas às dúvidas acima mencionadas foram: para o bebê dormir à noite, pode-se tentar dormir junto com ele, pelo menos nos primeiros meses de vida.

Se o peito fica muito cheio, recomenda-se ordenhar o primeiro leite e congelar, oferecendo ao bebê o leite posterior, mais rico em gordura, e guardando o congelado para os períodos em que a produção naturalmente diminui -- como no fim do dia.

Se o bebê não chora, não precisa acordá-lo para mamar -- basta acompanhar se ele está crescendo bem. Se não estiver, aí sim é preciso "ser britânico" e despertá-lo a cada três horas.

Para dar o leite ordenhado, é preciso usar um copinho, uma colher ou uma seringa, nunca uma mamadeira. O pediatra deve saber ensinar a fazer isso. E não, não pode dar água nem chá.

http://noticias.uol.com.br/inter/reuters/2003/10/11/ult27u38739.jhtm#

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Saúde convoca doadoras de leite humano

http://www.saopaulo%20.sp.gov.br/%20sis/lenoticia.%20php?id=99130&

Em comemoração ao Dia Nacional da Doação de Leite Materno, que acontece na próxima quarta-feira, 1, a Secretaria de Estado da Saúde promove durante toda a semana uma campanha de sensibilização para convocar doadoras de leite de todo o Estado.

A mulher em período de amamentação que tiver leite sobrando e quiser beneficiar outro bebê, poderá procurar um banco de leite. São Paulo é o Estado que tem o maior número de bancos de leite humano, sendo 23 na Grande São Paulo e 30 pelo interior.

A lista completa das unidades pode ser consultada por este endereço eletrônico. O leite humano doado é pasteurizado, submetido a controles de qualidade e distribuído aos recém-nascidos prematuros e outros lactentes clinicamente impossibilitados temporariamente de serem amamentados ao seio materno.

Devido às propriedades nutricionais e imunológicas do leite materno, a recuperação e o desenvolvimento desses recém nascidos ocorre mais rápido.“Contamos com a colaboração e solidariedade das mães que estão amamentando e podem doar. O que para você pode ser apenas leite, para a criança é vida” explica Maria José Guardia Mattar, coordenadora do banco de leite humano do Hospital Maternidade Estadual Leonor Mendes de Barros.

Na capital, o Banco de Leite Humano do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros está à procura de novas doadoras para manter o estoque do leite humano. Com a proximidade do final de ano a quantidade de leite arrecadado está diminuindo e tende a cair ainda mais devido às festas e também às viagens das doadoras durante as férias.Para ser doadora a mãe deve ser saudável e estar amamentando exclusivamente seu filho.

A coleta do leite é feita diariamente pela equipe do Banco de Leite em parceria com o Corpo de Bombeiros através do Projeto Bombeiros da Vida e visita as doadoras semanalmente em sua residência. Elas recebem todas as orientações sobre: higiene, ordenha, conservação e armazenamento do produto; e além disso, todo leite que chega ao banco é pasteurizado e passa por exames de controle de qualidade físico químico e microbiológico antes de ser fornecido aos bebês.

Vantagens

Para a Mãe: menor sangramento, o peso volta mais rapidamente, pode reduzir câncer de mama, de ovários e osteoporose, maior período de amenorréia e espaçamento entre gestações, aumenta o vínculo mãe e filho, maior praticidade e satisfação.

Para o Bebê: alimento completo tanto nutricional como imunológico, protege de infecções, de processos alérgicos e de doenças crônicas, maior vínculo afetivo e desempenho nos testes de inteligência, previne problemas ortodônticos e fonoarticulató rios, maior período de amamentação com diminuição da morbidade e mortalidade infantil e menor risco de maus tratos e abandono.

Para a Família: melhor qualidade de vida, mais prático, econômico, melhor vinculo familiar, menor gasto com doenças e com a economia maior investimento em outros alimentos e bens de consumo da família.

Para o Hospital: menos internações por doenças infecciosas, menos infecções cruzadas e menor índice de infecção hospitalar, diminui o tempo de permanência hospitalar e com alojamento conjunto há maior aproveitamento de espaço e da equipe para orientações e cuidados, melhor qualidade de assistência e melhor prestígio hospitalar.

Para Sociedade e Meio Ambiente: melhor qualidade de vida, menos falta ao trabalho materno, menos doenças infantis, menor mortalidade infantil, economias diversas de importações e menor dano ecológico com melhor qualidade do ar atmosférico.

A introdução de Alimentos Artificiais precocemente além de favorecer o desmame precoce, aumenta a morbidade e mortalidade infantil, e a mulher perde os benefícios da amamentação contra doenças crônicas.

Bancos de leite humano

EM PIRACICABA - HOSPITAL DOS FORNECEDORES DE CANA - Banco de Leite Humano Maria Gessy Cardoso Ribeiro - Fone 3403-2820 ramal 2820, Avenida Barão de Valença, 716 Vila Rezende (adição nossa)

1. CENTRO DE REFERÊNCIA DE SÃO PAULO / HOSPITAL MATERNIDADE ESTADUAL LEONOR MENDES DE BARROS – Fone:(11)2692-4068 Avenida Celso Garcia, 2477 – 3º andar - Belenzinho – São Paulo
2. HOSPITAL MATERNIDADE INTERLAGOSRua Guaiuba, 312 - Interlagos
3. HOSPITAL IPIRANGA Avenida Nazaré, 28 – 7º andar – São Paulo
4. CONJUNTO HOSPITALAR DO MANDAQUI Rua Voluntários da Pátria, 4301 – São Paulo
5. HOSPITAL REGIONAL SULRua Gen. Roberto Alves de Carvalho Filho, 270 – Santo Amaro
6. HOSPITAL SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL Rua Pedro de Toledo, 1800 – 1º andar – Ibirapuera – São Paulo
7. HOSPITAL GERAL DE VILA PENTEADO Avenida Ministro Petrônio Portela, 1642 – São Paulo
8. HOSPITAL GERAL DE ITAPECERICA DA SERRA Rua Santa Cruz, 200 – Itapecerica da Serra
9.HOSPITAL ESTADUAL MARIO COVAS - SANTO ANDRÉRua Doutor Henrique Calderazzo, 321 - Santo André
10. HOSPITAL GERAL DE PEDREIRARua João Francisco Moura, 251 – Vila Campo Grande
11. HOSP. DAS CLÍNICAS DE RIBEIRÃO PRETO Rua 7 de setembro, 1050 – Ribeirão Preto
12.HOSPITAL REGIONAL DE ASSIS Praça Symphronio Alves Santos, s/nº - Centro – Assis
13.CONJUNTO HOSPITALAR DE SOROCABA Avenida Comendador Pereira Inácio, 564 – Sorocaba
14. CAISM - CENTRO DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER (UNICAMP)Av. Alexander Fleming, nº. 01 - Cidade Universitária Zeferino Vaz – Campinas
15. HOSPITAL GUILHERME ÁLVARO (SANTOS)Rua Oswaldo Cruz, 197, Boqueirão - Santos

Da Secretaria da Saúde

domingo, 14 de setembro de 2008

Licença maternidade de 6 meses

Lula sanciona lei que aumenta período da licença-maternidade para 6 meses
LÍSIA GUSMÃO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira o projeto que amplia a licença-maternidade de quatro para seis meses, sendo a concessão dos últimos 60 dias opcional para a empresa.
Para as servidoras públicas, a mudança entra em vigor após a publicação no "Diário Oficial" da União, já nesta quarta-feira. Para as funcionárias de empresas privadas, a prorrogação da licença só vale a partir de 2010 e precisa ser negociada com o patrão, por ser opcional.
A empresa que optar pela concessão de mais dois meses de licença-maternidade poderá abater do IR (Imposto de Renda) o total da remuneração integral pago à funcionária no período adicional.
Lula vetou dois pontos do projeto. Segundo a Casa Civil, a medida não vale para micro e pequenas empresas que fazem parte do Simples, uma vez que já desfrutam de isenções fiscais, como alegou o Ministério da Fazenda.
O presidente Lula também vetou a possibilidade de isenção do pagamento da contribuição previdenciária na prorrogação da licença, atendendo a um pedido do Ministério da Previdência.
De acordo com a Casa Civil, ficam mantidas, para o período adicional, as mesmas regras válidas para os quatro meses iniciais, ou seja, a empresa continuará pagando a contribuição previdenciária, mas pode pedir a dedução do imposto devido.
Para usufruir da licença de seis meses, a trabalhadora terá de requisitá-la até o fim do primeiro mês depois do parto --a medida vale também para adoção. Já a pessoa jurídica precisará aderir ao programa --sem adesão, a licença permanece em 120 dias.
O custo da ampliação da licença-maternidade foi calculado pela equipe econômica em R$ 800 milhões. Atualmente, 93 municípios e 11 Estados, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, já permitem que as mães desfrutem de seis meses de licença.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Reportagem na Gazeta de Piracicaba

Saimos na Gazeta!
Grupo de mães se reúne para discutir dificuldades típicas do período de amamentação
FELIPE RODRIGUES


Um grupo de mães em Piracicaba resolveu compartilhar algumas das dificuldades, expectativas e sucessos durante o período de amamentação. O Grupo Mama, formado por mães voluntárias, se reúne todas as quintas-feiras no Saraswati Yoga para discutir problemas em comum e dividir experiências durante o período. Embora seja um ato natural, a amamentação é um comportamento que precisa ser aprendido, explica Juliana Chiarinelli Barreira, coordenadora e mãe de Pedro Ramos da Cruz, de um anos e um mês.

"Não somos profissionais no assunto, somos somente mães que acreditam na importância do aleitamento materno e da ajuda mútua", relata Rachel Honig, mãe do pequeno Elias Honig, de um ano e dez meses. O objetivo é trocar experiências vividas, para que elas se fortaleçam e se informem sobre outras histórias, outras formas de agir. "Queremos enfrentar e superar todas as fases, pois a amamentação é um constante aprendizado, cheio de desafios", completa.

Entre as dificuldades vividas pela mãe, elas destacam: o fato de que nos primeiros dias, quando o bebê praticamente mama o dia inteiro e a mãe ainda está um pouco vulnerável, exigindo completa disponibilidade e doação; a volta ao trabalho em geral quando o bebê tem em torno de quatro ou cinco meses; a retirada e armazenamento do leite materno para ser dado ao bebê na ausência da mãe; a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses; e a amamentação prolongada, após o segundo ano.

Durante os encontros, não há aulas, nem palestras. Os assuntos surgem de acordo com as necessidades de cada momento. As mães começam se identificando e apresentando seu problema na amamentação. Os problemas mais freqüentes naquela reunião são os que serão abordados. "O roteiro que temos é o de nos sentarmos em círculo e ao começar a reunião cada pessoa se apresentar e já colocar a razão da sua presença ali. A partir daí começamos a discutir sobre esses assuntos", assinala Rachel.

As reuniões sempre são "de mãe para mãe", mas sempre com respaldo técnico. "Seguimos as orientações da Organização Mundial da Saúde, incentivando a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida, a amamentação até os dois anos ou mais, evitando o uso de mamadeiras e chupetas", informa Juliana - sempre acompanhadas dos bebês. Renata Kantovitz participou pela primeira vez do grupo na semana passada, acompanhada do filho Leonardo, de quatro meses. "Legal porque aqui a gente pode relatar algumas das coisas que nos acontecem e saber se é mesmo normal ou não. A insegurança da mãe com o filho recém-nascido as vezes é muito grande e isso nos ajuda bastante", relata.

Benefícios
Entre algumas vantagens do aleitamento materno, o leite contém proporções ideais de água, proteínas, gorduras, vitaminas, açucares e sal necessários aos primeiros seis meses de vida, além dos anticorpos que funcionam como vacinas naturais, protegendo o bebê até que ele forme o seu próprio sistema imunológico. Segundo uma estimativa do Unicef "se todos os bebês fossem exclusivamente amamentados durante os seis primeiros meses de vida e continuassem a mamar até os dois anos de idade, quase 1,3 milhão de crianças poderiam ser salvas".

Serviço
Reuniões de mãe para mãe acontecem às quintas, das 15h30 às 17h30, no Centro Saraswati Yoga, na rua Samuel Neves, 290. Gratuito. Informações pelo telefone 9608-7275 ou pelo e-mail grupomama@terra.com.br

OBS. Nossas reuniões mudaram de local, agora elas são CENTRO DE MEDICINA INTEGRADA - CMI, na Av. Barão de Valença, n° 1044.