quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Açúcares do leite materno protegem bebês

Texto retirado do yahoo noticias.
Qua, 11 Ago, 04h14


Grande parte do leite humano não pode ser digerida pelos bebês e parece ter uma finalidade bastante distinta da nutrição infantil - influenciar na composição das bactérias nos intestinos do bebê.

Os detalhes dessa relação a três entre mãe, criança e micróbios intestinais estão sendo analisados por três pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Davis - Bruce German, Carlito Lebrilla e David Mills.

Junto a colegas, eles descobriram que um tipo específico de bactérias, uma subespécie da Bifidobacterium longum, possui um conjunto especial de genes que possibilita seu desenvolvimento nos componentes indigeríveis do leite.

Essa subespécie é comumente encontrada nas fezes de bebês amamentados.

Ela reveste a superfície interior dos intestinos infantis, protegendo contra bactérias nocivas.

Os bebês supostamente adquirem a classe especial de "bifido" de suas mães, mas ela ainda não foi identificada em adultos.

"Estamos todos imaginando onde ela se esconde", disse Mills.

A substância indigerível que favorece a bactéria bifido é uma grande quantidade de açúcares complexos derivados da lactose, o principal componente do leite.

Os açúcares complexos consistem de uma molécula de lactose à qual foram acrescentadas cadeias de outras unidades de açúcar.

O genoma humano não contém os genes necessários para quebrar os açúcares complexos, mas a subespécie bifido sim, afirmaram os pesquisadores, numa revisão de seu progresso na "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Sempre se acreditou que os açúcares complexos não possuíam importância biológica, mesmo constituindo até 21% do leite.

Além de promover o crescimento da classe bifido, eles também servem como iscas para bactérias nocivas que possam atacar os intestinos do bebê.

Os açúcares são muito parecidos com aqueles encontrados na superfície das células humanas, e são construídos nas mamas pelas mesmas enzimas.

Muitas bactérias e vírus tóxicos se unem a células humanas ao se ancorar nos açúcares da superfície.

Mas aqui, em vez disso, eles se unem aos açúcares complexos do leite.

"Achamos que as mães evoluíram para transmitir essa substância ao bebê", afirmou Mills.

German considera o leite como "um impressionante produto da evolução", que foi vigorosamente moldado pela seleção natural por ser tão essencial à sobrevivência de mãe e filho.

"Tudo no leite vem da mãe - ela está literalmente dissolvendo seus próprios tecidos para produzi-lo", explicou ele.

Do ponto de vista do bebê, ele nasce num mundo repleto de micróbios hostis, com um sistema imunológico destreinado e sem o cáustico ácido estomacal que, nos adultos, mata a maioria das bactérias.

Qualquer elemento no leite capaz de protejer o bebê será fortemente favorecido pela seleção natural.

"Ficamos impressionados que o leite tivesse tanto material indigerível pelo bebê", disse German.

"Descobrir que ele seletivamente estimula o crescimento de bactérias específicas, que por sua vez protegem a si mesmo, nos permite enxergar a genialidade da estratégia - as mães recrutando outra forma de vida para cuidar de seus filhos".

German e seus colegas estão tentando "desconstruir" o leite, na teoria de que o fluido foi moldado por 200 milhões de anos de evolução mamífera e guarda uma riqueza de informações sobre a melhor forma de alimentar e defender o corpo humano.

Embora o leite em si seja projetado para bebês, suas lições podem se aplicar aos adultos.

Os açúcares complexos, por exemplo, são evidentemente uma forma de influenciar a microflora intestinal, então eles podem, em princípio, ser usados para ajudar bebês prematuros, ou aqueles nascidos por cesariana, que não adquirem imediatamente a classe bifido.

Sempre se pensou que não existia fonte para os açúcares além do leite humano, mas eles foram recentemente identificados no soro de leite, um subproduto da fabricação de queijos.

Os três pesquisadores pretendem testar os açúcares complexos por benefícios a bebês prematuros e idosos.

As proteínas do leite também possuem funções especiais.

Uma delas, chamada Alpha- lactalbumin, pode atacar células de tumores e aquelas infectadas por vírus, ao restaurar sua habilidade perdida de cometer suicídio celular.

A proteína, que se acumula quando um bebê é desmamado, também é o sinal para que os seios se remodelem de volta ao estado normal.

Essas descobertas deixaram os três pesquisadores bastante cientes de que cada componente do leite possui uma função especial.

"Tudo está ali por um motivo, embora ainda estejamos descobrindo quais são esses motivos", disse Mills.

"Então, pelo amor de Deus, amamentem seus filhos".

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Relato de amamentação

Relato de amamentação de Raquel, mãe de Elias e Sarah
Amamentando grávida e dois filhos de idades diferentes


Durante a minha primeira gestação eu não me preocupei muito com a amamentação, achava que para amamentar bastaria colocar no peito e pronto, que não havia segredos.
O pouco que eu li durante a gravidez sobre amamentação falava de amamentar exclusivo por 6 meses e depois por pelo menos 2 anos.

Lembro de um pequeno relato de uma mulher, onde ela contava que amamentou o seu ‘cordeirinho mamão’ até 5 anos, neste meio tempo ela engravidou, teve outro filho, este até desmamou e o ‘cordeirinho mamão’ continuou mamando até os seus 5 anos. Lembro-me bem que quando eu li isto vi ali uma possibilidade, coisas que nunca havia pensado: amamentar grávida, amamentar dois filhos ao mesmo tempo e principalmente amamentar prolongadamente.

Quando o Elias nasceu eu vi que a amamentação não era assim tão sem segredos. Não tive grandes problemas, mas superei diversos pequenos obstáculos. Na consulta de pós parto, o GO falou de planejamento familiar, eu disse que queria ter outro filho dentro de 2 ou 3 anos, mas não queria ter que desmamar um para ter outro. Ainda com o meu recém-nascido nos braços ouvi que eu não precisaria desmamar, que poderia amamentar grávida e amamentar depois os dois filhos sem problema.

Não há risco de se amamentar grávida, a não ser que exista risco de parto prematuro, que daí sim a hormônio liberado na amamentação pode adiantar o parto, mas se houver esta restrição medica para amamentar também haverá para sexo e algumas outras atividades, já que o hormônio liberado é o mesmo e as contrações provocadas pelo orgasmo são até mais intensas do que as provocadas pela amamentação, então se não há restrição para o sexo não há porque restringir a amamentação.

Sabendo isto passei a ter o meu ideal, amamentar prolongadamente, esperando o desmame natural e espontâneo, ter outro filho próximo, amamentar grávida e depois ambos os filhos. Era o que eu acreditava ser o melhor, o que eu queria e o que eu desejava, dependendo apenas da vontade deles também.

Quando engravidei novamente o Elias estava com 2 anos e 3 meses, já não mamava muito, mas logo que engravidei passou a mamar mais, para depois novamente reduzir. Quando ele tinha dois anos e meios foi a primeira vez que pensei em desmame, não em desmama-lo, mas no desmame como um processo longo que já havia começado

Foi tranqüilo amamentar grávida, não vou dizer que seja uma maravilha apesar de não ser de todo ruim. Os seios estão mais sensíveis, às vezes dói, a barriga começa a atrapalhar, estamos mais cansadas, temos mais sono, o humor muda, nossos hormônios mudam, o leite diminui. Eu sempre acreditei que amamentação era mais importante do que estes inconvenientes e continuei.

Não lembro em que ponto da gestação tive a nítida impressão de que meu leite havia secado, para depois de uns dias chegar o colostro. O Elias continuou mamando sem nunca falar ou reclamar de nada.

Quando a Sarah nasceu o Elias passou a mamar bem mais, nos primeiros dias posso dizer até mesmo que ele mamou mais que ela, até de madrugada ele voltou a mamar. No começo ele a via mamar e queria, ele não a via e queria da mesma forma. Junto com a Sarah veio a abundancia, muito leite e nisto o meu pequeno rapaz de 3 anos engordou 1kg em cerca de 1 mês de volta à amamentação (quase) exclusiva.

Aos poucos ele foi reduzindo novamente as mamadas, voltou a mamar como mamava antes de eu engravidar e seguiu no seu ritmo de desmame, mamando atualmente um ou duas vezes ao dia.

A Sarah, um bebê completamente diferente do que o Elias foi, com um ritmo de mamar diferente o tempo que ficava no peito, a freqüência que me solicitava. Agente sabe que um filho é diferente do outro, mas eu não imaginava que me surpreenderia tanto com estas diferenças. Para ela parece que o mundo é mamar, não pode ver, ouvir, cheirar, pensar que logo já quer: mamar, mamar, mamar... Penso que quando for ela a mais velha mamando junto de um próximo irmão, será bem diferente de como foi com o Elias mais velho, já que a relação dela com o mamá é completamente diferente da dele.

Eles mamaram muitas vezes juntos, muitas vezes separado. Amamentar um filho em cada peito com eles se fazendo carinho é uma das coisas mais gostosas que há. Só que amamentar dois filhos não é só isto, tem horas que um quer mamar justamente o peito que o outro está, o peito as vezes vira alvo de disputa e as vezes de união. Tem horas que não há coisa melhor para os ciúmes do que ter dois seios.

Para mim, amamentar os meus dois filhos de idades diferentes é algo tão natural como gestar e parir. A amamentação começou e vai terminar na hora dela, o Elias desmamará espontaneamente e enquanto isto não acontece, eu sigo amamentando, mesmo tento engravidado e amamentado outro bebê. O mesmo vale para Sarah, que desmamará um dia ainda muito longe, mesmo com uma nova gestação e com mais um filho no peito, eu continuarei a amamenta-la até que seja o momento dela de parar.

Para mim é importante respeitar o ritmo da criança e como não há motivos para não se amamentar grávida, eu não conseguiria ter um filho em detrimento do outro, e eu me sentiria assim se desmamasse em uma nova gestação.

Raquel mãe de Elias, 4 anos e Sarah 1 ano e 4 meses
e empreendedora de Ninho da Coruja

Postado originalmente no mamiferas: "Amamentar grávida é possível, sim!"
Leia também o primeiro relato e o segundo relato de amamentação de Raquel.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Quem somos, um pouco de nossa história

O grupo começou em 2007 com uma idéia e cinco amigas se reunindo. Quatro delas, Raquel, Juliana, Kátia e Gisela, amamentavam seus bebes, e Letícia estava gestante.

No começo, nos reuníamos nas casas. Fazíamos um lanche da tarde, com conversas muito gostosas. Começamos a convidar pessoas do nosso círculo de amigos e tivemos varias participações que tornavam as reuniões ainda mais gostosas.

Surgiu, então, a vontade de ampliar a divulgação dessas reuniões para atingir mais pessoas e de nos tomarmos um grupo mais sério. Assim o grupo ganhou um nome: MAMA - Mães que Apóiam Mães na Amamentação e surgiu a necessidade de arrumar um espaço para as reuniões.

De pronto, tivemos amplo apoio do Banco de Leite Humano do Hospital da Cana, que reforçou a necessidade de um grupo de apoio em nossa cidade.

Com o espaço cedido, as reuniões passaram a ter mais participações e o grupo tornou-se uma realidade. Com o tempo, algumas integrantes voltaram a trabalhar, e Juliana e Raquel assumiram o papel de organizadoras e continuaram realizando as reuniões semanalmente.

Nestes anos mudamos algumas vezes o lugar das reuniões, até que encontramos o nosso local atual, no Satya Yoga, um ambiente muito agradável e acolhedor. Ganhamos um blog e um orkut, e, o mais importante, tivemos muitas participações, já que o grupo não existiria nem teria importância se não fosse pelas pessoas que nos procuram e fazem as nossas reuniões cada vez melhores.

Recentemente, ganhamos um reforço na equipe de organizadoras das reuniões, a Caroliny, que participa semanalmente das nossas reuniões, contribuindo muito com suas experiências de amamentação dos dois filhotes.

Conheça um pouco mais sobre cada uma de nós:

Juliana, 29 anos, mora em Piracicaba, mãe do Pedro, nascido em 30/09/2006, que mamou exclusivamente no peito até os 6 meses e desmamou naturalmente com 1 ano e 7 meses no inicio da nova gestação de Juliana. E mãe de Rafael nascido em 07/01/2009, que também mamou exclusivamente até os 6 meses e segue mamando.

Caroliny, 22 anos, mora em Piracicaba, mãe do Pedro Cirilo nascido em 16/11/2007, mamou exclusivamente até os 9 meses apesar da tentativa de introdução de alimentos desde 6 meses, Pedro Cirilo continua mamando em livre demanda. E mãe do Caetano nascido naturalmente em 05/10/2009 mamando exclusivamente. Caroliny segue amamentando os dois filhos, acredita na amamentação prologanda e no desmame espontâneo.

Raquel, 27 anos, mora em Piracicaba, mãe do Elias, nascido naturalmente em 20/12/2005, mamou exclusivo até 7,5 meses e continua mamando. E mãe de Sarah nascida naturalmente em 07/12/2008 mamou na primeira hora, mamou exclusivamente por 8 meses e continua mamando. Raquel segue amamentando os dois, doava o leite excedente ao Banco de Leite até 1 ano, acredita na amamentação prolongada e pretende deixá-los mamar até quando quiserem, desmamando espontâneo e naturalmente.
Leia o primeiro relato e o segundo relato de amamentação de Raquel.

Gisela, 37 anos, mora em Piracicaba, mãe da Stella, nascida em 30/03/2007, que, após ingurgitamento e fissuras sofridas pela mãe, mamou exclusivamente no peito até os 6 meses, idade com que foi para a escolinha e continuou mamando o leite que a mamãe tirava e mandava até 1 ano, enquanto a mãe fazia a doação do leite excedente ao Banco de Leite, até que, com 1 ano e 4 meses, Stella desmamou naturalmente. Gisela também é mãe de Matteo, nascido em 03/08/09, que mamou exclusivamente até os seis meses e segue mamando, enquanto a mãe segue doando o leite excedente ao Banco de Leite
Leia o relato de amamentação de Gisela.

Katia, 38 anos, mora em Piracicaba, mãe da Giulia, que nasceu em 27/09/2006 e mamou exclusivamente no peito até os seis meses. Quando voltou a trabalhar, deixava o leite materno para ser dado para Giulia no copinho. Giulia mamou até 2 anos e 4 meses.

Leticia, 33 anos, mora em Piracicaba, mãe da Marina, nascida em 30/10/2007 e mamou exclusivamente o leite materno até os 6 meses, mesmo ficando no berçário período integral, desde os 4 meses. Tirava leite para mandar para filha até 11 mese de idade. Marina desmamou com 1 ano e 2 meses. Letícia contou muito com a ajuda do Grupo MAMA desde a sua fundação.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Evento - dia da mulher

Gostaríamos de convidar cada uma de vocês para participar da comemoração do Dia Internacional da Mulher promovida pelo Grupo MAMA,
que acontecerá no próximo domingo, dia 07 de março, no Parque da Rua do Porto.


Afinal, tem algo mais feminino do que amamentar?
Como em nossas reuniões, essa é uma oportunidade para encontrar outras mães, trocar experiências, incentivar a amamentação, ver outros bebês, aprender mais sobre o uso do sling, e, ainda, levar os bebês para passear.
Por favor, nos ajudem na divulgação do evento.
Grande beijo, e até lá!
Grupo MAMA - Mães que apóiam mães na amamentação

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Poema: Dar de mamar

Meu nome é André Augusto Passari, sou médico psiquiatra na cidade de Ribeirão Preto-SP, CRM 118004. Tenho uma filha de pouco mais de um ano de idade e minha esposa amamentou até pouco tempo. Sei da importância do amamentar para o bebê, e também para a relação mãe-bebê, e tenho consciência que muitas mães não conseguem amamentar, por motivos diversos.

Preocupado com a questão, escrevi um poema, na voz feminina, falando sobre o dar de mamar, como uma forma de incentivo às mulheres nessa fase. Transcrevo-o abaixo. Se gostarem, fiquem à vontade para divulgá-lo.

O poema faz parte do livro “Fragmentos do Tempo” (editora ArtePaubrasil). Também fiz um vídeo com o poema, imagens de mães amamentando e uma música linda, “Acalanto”, de Dorival Caymmi. O vídeo transmite um sentimento muito positivo e também pode ser usado como incentivo e estímulo às mulheres.

O vídeo pode ser assistido aqui.


Segue o poema:
Dar de mamar


Ah, que momento de ternura
Quando o meu bebê
Com ânsia e candura
Agarra-se ao meu seio

Ele sente o meu cheiro, o meu gosto
O contato da minha pele
E o calor do meu corpo

Sente o carinho do aconchego
O afeto, o amor
E mama sem medo

Ah, que carícia imaculada
Quando sua mãozinha
Pequenina e delicada
Encosta no meu peito

E, erguendo-se à toa,
Tateia desastrada
E toca no meu queixo

Ah, quanta ternura!

E quando ele acaba de mamar
Lança-me um olhar de contemplação
E se debruça sobre o meu peito, e dorme
Ouvindo as batidas do meu coração


(André Augusto Passari)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Reunião Temática - Sono dos bebês - 05/11

Na semana que vem, faremos uma reunião temática. Nosso assunto será o SONO DOS BEBÊS.

É uma oportunidade de conversarmos sobre um outro assunto tão desafiador quanto a amamentação, em que a troca de experiências pode nos ajudar a encontrar o nosso caminho ou pelo menos aliviar as nossas tensões, rs.

Apareça! Traga seu bebê, sua experiência, suas dicas, suas dúvidas!! E nos ajude a divulgar o evento.

QUINTA-FEIRA, DIA 05 DE NOVEMBRO
DAS 14:00 ÀS 16:00
NA RUA SÃO JOÃO, 1020, SALA 03
PIRACICABA - SP

Também é objetivo do nosso grupo divulgar e promover uma cultura de amamentação.
Mesmo que não existam dúvidas nem dificuldades, venha partcipar das nossas reuniões! Sua participação é importante para juntas tentarmos recriar uma cultura mais amiga da mãe que amamenta.